(via sharpedges)
dear 16-year-old me,
in three years time (2008), you’re going abroad for the first time. i know you’ve been saving a lot of money to visit London, but promise me you’ll pay attention to the hotels you’re staying at. in Italy, they’ll ask you to share your room with three different high school boys; you’ll definitely hate them, and the oldest one will ask a very important question:
“what is life in college like? do you enjoy it?”
unfortunately, i can’t remember what you’re going to answer him. since you’re not so pessimistic as i am, do you mind writing the answer down and mailing it to me?
sincerely,
V.
[como assistir ao filme “laranja mecânica”]
parte I
quando “laranja mecânica” estreiou nos cinemas brasileiros em 1971, meu pai convidou animado minha mãe para assistirem juntos ao filme, sem saber que a censura decidira cobrir os seios e as partes íntimas de todas as cenas de nudez com bolinhas pretas. ao ver aquelas estranhas bolinhas pretas passeando de um lado para o outro no momento em que Alex estrupra a primeira mulher, minha mãe se pôs a rir alto e não conseguiu mais se concentrar no que assistia. creio ter sido essa a única reação, e talvez a mais estranha, que ainda não tive ao ver o filme de Stanley Kubrick.
parte II
festa estranha com gente bebendo leite.
Clockwork Orange
Beginners 2010
Deixando de lado a revelia, descubra se você não é um cão.
Todos os cães são melancólicos: uns mais do que outros e por razões diferentes. Talvez seja causa por aquela redonda felicidade com que o rabo balança no ar, ou o angustioso prazer de ser domesticado pela ordem do mundo. Certa noite, pela janela, vi um cão deitado no meio da rua. Quis gritar: “Melancolia, você voltou?”.
Não gritei. Não dormi. Não vi o dia passar. Não.
(via sharpedges)